
Os livros de história do Brasil mais acessíveis são 1808, de Laurentino Gomes, que conta a fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro com linguagem de reportagem, A Viagem do Descobrimento, de Eduardo Bueno, sobre a chegada de Cabral em 1500, e Brasil: Uma Biografia, de Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, que percorre cinco séculos em um único volume.
Esta lista reúne 10 livros escritos para o leitor comum, e não para especialistas, organizados na ordem em que os fatos aconteceram: do Descobrimento à colonização, da família real à Independência, da República ao século XX. Em cada indicação você encontra o período que o livro cobre, o estilo de escrita e o perfil de leitor que mais vai aproveitar.
Acesso direto às lojas oficiais para compra segura 👇
* Edições e disponibilidade podem variar entre as lojas.
A escolha depende do período que mais desperta curiosidade e de quanto tempo você quer dedicar à leitura:
| Livro | Período | Estilo |
|---|---|---|
| A Viagem do Descobrimento | 1500 | Narrativa jornalística curta |
| Escravidão – Vol. 1 | Séculos XV a XVII | Reportagem histórica |
| 1808 | Chegada da família real | Reportagem histórica |
| Leopoldina e Maria da Glória | Primeiro Reinado | Biografia curta |
| 1822 | Independência | Reportagem histórica |
| 1889 | Proclamação da República | Reportagem histórica |
| O Povo Brasileiro | Formação do país | Ensaio antropológico |
| Getúlio 1 | 1882 a 1930 | Biografia detalhada |
| Holocausto Brasileiro | Século XX | Livro-reportagem |
| Brasil: Uma Biografia | 1500 até hoje | Panorama histórico |
Três livros que cobrem os primeiros séculos do Brasil, da chegada dos portugueses à transformação do Rio de Janeiro em sede do império português.
O livro reconstrói a viagem da esquadra de Pedro Álvares Cabral, que partiu de Lisboa em 1500 rumo às Índias e chegou ao litoral da Bahia. Eduardo Bueno conta quem eram os navegadores, como era a vida a bordo, o que os portugueses buscavam e como foi o primeiro contato com os povos indígenas, a partir de documentos da época como a carta de Pero Vaz de Caminha.
Bueno é jornalista e escreve como quem conta uma história, com ritmo, detalhes curiosos e bom humor. É o primeiro volume de uma série sobre os primeiros anos do Brasil, mas funciona sozinho. Para quem conhece o autor pelos vídeos sobre história na internet, o tom é parecido.
A edição da L&PM tem 192 páginas, o que faz dele o livro mais rápido de ler da lista.
Vale a pena para: quem quer começar pelo início da história do Brasil com um livro curto e envolvente.
A Viagem do Descobrimento
Compra segura • escolha sua loja preferida
O primeiro volume da trilogia vai do primeiro leilão de africanos escravizados em Portugal, no século XV, até a morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. O livro mostra como funcionava o tráfico pelo Atlântico, a vida nas fazendas e engenhos e a resistência dos escravizados, incluindo a formação dos quilombos.
Laurentino Gomes viajou por países da África, da Europa e das Américas para pesquisar o tema, e o texto combina dados históricos com relatos de pessoas reais. É uma leitura fundamental para entender a formação da sociedade brasileira, já que o Brasil foi o país que mais recebeu africanos escravizados nas Américas.
O tema é pesado e há descrições de violência. A edição da Globo Livros tem 504 páginas, e a história continua em mais dois volumes.
Vale a pena para: quem quer entender a escravidão no Brasil em profundidade, com linguagem acessível.
Escravidão – Volume 1
Compra segura • escolha sua loja preferida
Em 1808, fugindo das tropas de Napoleão, a rainha D. Maria I, o príncipe regente D. João e milhares de integrantes da corte portuguesa atravessaram o Atlântico e se instalaram no Rio de Janeiro. O livro mostra como essa mudança transformou a cidade e preparou o caminho para a independência do país.
É o livro que tornou Laurentino Gomes conhecido e o mais indicado para quem nunca leu história por prazer. O autor escreve como repórter, com capítulos temáticos, personagens bem descritos e curiosidades sobre a vida cotidiana da época. Venceu o Prêmio Jabuti e é o primeiro de uma trilogia que segue com 1822 e 1889.
A edição da Globo Livros tem 384 páginas.
Vale a pena para: quem quer o livro de história do Brasil mais fácil e divertido de ler.
Três livros sobre o período em que o Brasil deixou de ser colônia, tornou-se um império e, depois, uma república.
A historiadora Mary del Priore conta a vida de duas rainhas ligadas ao Brasil: Leopoldina, arquiduquesa austríaca que se casou com D. Pedro I e teve papel importante nos bastidores da Independência, e sua filha, Maria da Glória, nascida no Rio de Janeiro e que se tornou rainha de Portugal.
O livro mostra o Império pelo ponto de vista de duas mulheres da corte, com casamentos arranjados, viagens, doenças e disputas políticas da época. Mary del Priore é uma das historiadoras mais conhecidas do país e tem escrita acessível, com foco na vida privada dos personagens.
Com 112 páginas, pela José Olympio, é uma leitura curta, ideal para complementar 1822.
Vale a pena para: quem gosta de biografias e quer conhecer o Império por uma perspectiva feminina.
Leopoldina e Maria da Glória
Compra segura • escolha sua loja preferida
O segundo livro da trilogia de Laurentino Gomes trata da Independência do Brasil. O subtítulo apresenta os personagens centrais: o “homem sábio” José Bonifácio, a “princesa triste” Leopoldina e o “escocês louco por dinheiro” Lord Cochrane, que, ao lado de D. Pedro I, ajudaram a criar o país.
O livro mostra que a Independência não foi um acontecimento de um único dia, mas um processo com conflitos, negociações e guerras em diversas províncias. Mantém o estilo de reportagem de 1808 e pode ser lido de forma independente, embora renda mais depois do primeiro volume.
A edição da Globo Livros tem 376 páginas.
Vale a pena para: quem quer entender como o Brasil se tornou independente, além do episódio do Ipiranga.
O livro que fecha a trilogia trata do fim da monarquia e da Proclamação da República. O subtítulo cita o “imperador cansado” D. Pedro II, o “marechal vaidoso” Deodoro da Fonseca e o “professor injustiçado” Benjamin Constant, figuras centrais dos acontecimentos de 15 de novembro.
Laurentino Gomes reconstrói os anos finais do Segundo Reinado, a abolição da escravidão em 1888 e as forças que levaram à mudança de regime. O texto apresenta diferentes personagens e interesses envolvidos, sem reduzir o episódio a heróis e vilões.
A edição da Globo Livros tem 416 páginas.
Vale a pena para: quem quer completar a trilogia ou entender como a monarquia chegou ao fim.
Um ensaio clássico sobre a origem do povo brasileiro, uma biografia detalhada e um livro-reportagem que trouxe à tona uma história esquecida.
O antropólogo Darcy Ribeiro investiga como o povo brasileiro se formou a partir do encontro entre indígenas, portugueses e africanos. Ele também descreve as diferentes culturas regionais que surgiram no país, que chama de “Brasis”: o crioulo, o caboclo, o sertanejo, o caipira e o sulino.
Publicado em 1995, é um dos livros mais importantes sobre a identidade brasileira e deu origem a uma série documental. A escrita é apaixonada e fluida para um ensaio, mas é mais reflexiva que os livros de Laurentino Gomes: o foco está em interpretar o país, não em narrar acontecimentos.
A edição da Global Editora tem 368 páginas.
Vale a pena para: quem quer entender a formação cultural do Brasil, e não apenas os fatos históricos.
O Povo Brasileiro
Compra segura • escolha sua loja preferida
Primeiro volume da biografia de Getúlio Vargas escrita pelo jornalista Lira Neto, cobre do nascimento em São Borja, no Rio Grande do Sul, até a chegada ao poder em 1930. O livro acompanha a formação, a carreira política no estado e o cenário da Primeira República.
É uma biografia baseada em ampla pesquisa de documentos, cartas e jornais da época, escrita com ritmo de reportagem. Ajuda a entender o funcionamento da política brasileira no início do século XX. A trilogia continua em mais dois volumes.
É o livro mais longo da lista, com 664 páginas, pela Companhia das Letras, e exige mais fôlego.
Vale a pena para: quem gosta de biografias detalhadas e quer conhecer a política da Primeira República.
Getúlio 1 (1882-1930)
Compra segura • escolha sua loja preferida
A jornalista Daniela Arbex investiga a história do Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, onde pelo menos 60 mil pessoas morreram ao longo do século XX. Muitas das internadas não tinham diagnóstico de doença mental e foram levadas para lá por serem consideradas indesejadas pela família ou pela sociedade.
O livro reúne depoimentos de sobreviventes, ex-funcionários e familiares, e virou documentário. É um livro-reportagem de leitura rápida, que mostra um capítulo da história brasileira pouco conhecido até sua publicação.
Os relatos são fortes e podem ser difíceis para leitores sensíveis. A edição da Intrínseca tem 280 páginas.
Vale a pena para: quem gosta de jornalismo investigativo e histórias reais pouco conhecidas.
Holocausto Brasileiro
Compra segura • escolha sua loja preferida
As historiadoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling contam a história do Brasil da colonização até o período recente, tratando o país como o personagem de uma biografia. O livro passa pelos principais períodos, mas também dá espaço a temas como cultura, música, cotidiano, desigualdade e as populações indígena e negra.
É a melhor opção para quem quer uma visão geral em um único volume e serve como livro de consulta depois da leitura. A escrita é clara para um trabalho acadêmico, mas o volume é grande e algumas partes são mais densas que os livros de reportagem da lista.
A edição da Companhia das Letras, com novo pós-escrito, tem 808 páginas.
Vale a pena para: quem quer um panorama completo da história do Brasil para ler e consultar.
Brasil: Uma Biografia
Compra segura • escolha sua loja preferida
Os três livros de Laurentino Gomes podem ser lidos de forma independente, mas seguem a ordem dos acontecimentos. O ideal é começar por 1808, que é também o mais leve, seguir para 1822 e terminar com 1889.
Para quem quer ler só um, 1808 é o mais popular e o mais fácil. Para quem se interessa por política, 1889 é o mais focado em disputas de poder.
Os dois são jornalistas e escrevem história para o grande público. Eduardo Bueno tem tom mais informal e bem-humorado, com livros mais curtos. Laurentino Gomes faz livros mais longos, com mais pesquisa e detalhes, mas ainda com linguagem de reportagem.
Para uma leitura leve e rápida, Bueno. Para se aprofundar em um período, Laurentino.
Brasil: Uma Biografia conta a história do país em ordem, do século XVI aos dias atuais. O Povo Brasileiro é um ensaio que interpreta a formação do povo e das culturas regionais, sem seguir uma linha do tempo.
Para saber o que aconteceu e quando, Schwarcz e Starling. Para refletir sobre quem somos, Darcy Ribeiro.
Boa parte dos livros de história mais lidos no Brasil foi escrita por jornalistas, como Laurentino Gomes, Eduardo Bueno, Lira Neto e Daniela Arbex. Eles usam técnicas de reportagem: personagens bem apresentados, cenas, curiosidades e capítulos que funcionam como matérias. Por isso a leitura costuma ser mais fluida.
Historiadores como Mary del Priore, Lilia Schwarcz e Heloisa Starling trabalham com métodos acadêmicos e costumam aprofundar interpretações e debates sobre o período. Os livros desta lista foram escritos para o público geral, mas tendem a ser um pouco mais densos. Combinar os dois tipos ajuda a ter uma visão mais completa.
Uma boa sequência para quem quer conhecer a história do Brasil do zero:
Getúlio 1 pode entrar em qualquer momento, para quem gosta de biografias longas.
Ajudam a entender o contexto dos acontecimentos, o que facilita questões interpretativas de história, sociologia e redação. Temas como escravidão, Independência, Proclamação da República e formação do povo brasileiro aparecem com frequência nas provas.
Eles não substituem, porém, o material de estudo focado na prova, que organiza o conteúdo cobrado e traz exercícios. O ideal é usar estes livros como leitura complementar, e não como fonte principal de revisão.
Para começar, 1808 é o mais fácil e envolvente, e A Viagem do Descobrimento é o mais curto. Para entender os grandes temas, Escravidão – Vol. 1, 1822 e 1889 cobrem a escravidão, a Independência e a República com linguagem de reportagem.
Para uma visão geral, Brasil: Uma Biografia é o mais completo, e O Povo Brasileiro é o mais reflexivo. Leopoldina e Maria da Glória, Getúlio 1 e Holocausto Brasileiro trazem a história por meio de personagens e episódios específicos.
1808, de Laurentino Gomes, é o mais indicado para quem não tem o hábito de ler história: tem linguagem de reportagem, capítulos curtos e muitas curiosidades sobre a época. A Viagem do Descobrimento, de Eduardo Bueno, também é leve e tem só 192 páginas.
Não é obrigatório, porque cada livro conta uma história completa. Mas a leitura rende mais na ordem dos acontecimentos: 1808, 1822 e 1889. A trilogia Escravidão é outra série do autor, com três volumes próprios.
Brasil: Uma Biografia, de Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, percorre a história do país da colonização ao período recente em um único livro de cerca de 800 páginas.
É como a jornalista Daniela Arbex chamou o que aconteceu no Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, onde pelo menos 60 mil pessoas morreram ao longo do século XX. O livro de mesmo nome reúne depoimentos de sobreviventes e ex-funcionários.
Sim, principalmente 1808 e A Viagem do Descobrimento, que têm linguagem leve. Escravidão e Holocausto Brasileiro tratam de temas pesados, com descrições de violência, e são mais indicados a partir do ensino médio.
Este conteúdo segue nossos critérios editoriais
Selecionamos os produtos desta lista com base em avaliações reais, volume de vendas e reputação da loja, e direcionamos você sempre para lojas oficiais. Não vendemos nada por aqui e não pedimos dados de cartão.






