14 Melhores HQs da Marvel e DC: Graphic Novels Essenciais para Ler

Mangás e Quadrinhos, Livros18 horas atrás9 Visualizações

As HQs essenciais da Marvel e da DC começam por Watchmen, a obra que mudou a forma de contar histórias de super-heróis, Batman: O Cavaleiro das Trevas, a versão definitiva do Batman envelhecido, e Desafio Infinito, a saga do Thanos que deu origem aos dois últimos filmes dos Vingadores.

Esta lista reúne 14 graphic novels, 8 da DC e 6 da Marvel, todas com história fechada: dá para ler sem acompanhar revistas mensais ou décadas de cronologia. Em cada indicação você encontra do que trata a história, o que ela tem de especial, qual edição foi escolhida e para que tipo de leitor ela funciona melhor.

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Qual HQ da Marvel ou da DC ler primeiro?

A melhor porta de entrada depende do herói e do tipo de história que você procura:

  • Para entender por que os quadrinhos viraram literatura adulta: Watchmen.
  • Para começar pelo Batman do zero: Batman: Ano Um.
  • Para o Batman mais sombrio e político: Batman: O Cavaleiro das Trevas.
  • Para conhecer o Coringa: Batman: A Piada Mortal.
  • Para uma história de mistério com vários vilões: Batman: Silêncio.
  • Para gostar do Superman, mesmo quem acha o herói sem graça: Grandes Astros Superman.
  • Para ver os heróis da DC envelhecidos e em conflito: Reino do Amanhã.
  • Para uma versão alternativa e rápida de ler: Superman: Entre a Foice e o Martelo.
  • Para quem chegou pelos filmes dos Vingadores: Desafio Infinito.
  • Para um drama de rua, sem salvar o mundo: Demolidor: A Queda de Murdock.
  • Para quem gostou do filme Logan: Wolverine: O Velho Logan.
  • Para um Homem-Aranha mais sombrio: A Última Caçada de Kraven.
  • Para conhecer o lado humano do Tony Stark: Homem de Ferro: O Demônio na Garrafa.
  • Para quem gostou de Aranhaverso: Quem é Miles Morales?.

Comparativo das 14 HQs essenciais da Marvel e DC

HQHeróiMelhor para
WatchmenEquipe originalLeitor adulto e exigente
O Cavaleiro das TrevasBatmanBatman sombrio e político
Batman: Ano UmBatmanComeçar pelo Batman
A Piada MortalBatman e CoringaFãs do Coringa
Batman: SilêncioBatmanMistério com vários vilões
Reino do AmanhãLiga da JustiçaArte pintada e épico
Entre a Foice e o MarteloSupermanVersão alternativa curta
Grandes Astros SupermanSupermanMelhor HQ do Superman
A Queda de MurdockDemolidorDrama urbano e pessoal
O Velho LoganWolverineFaroeste pós-apocalíptico
Desafio InfinitoThanos e VingadoresFãs dos filmes Marvel
A Última Caçada de KravenHomem-AranhaHomem-Aranha sombrio
O Demônio na GarrafaHomem de FerroLado humano do herói
Quem é Miles Morales?Miles MoralesNovos leitores e jovens

HQs essenciais da DC

A DC concentra boa parte das graphic novels que mudaram o gênero nos anos 1980. São oito histórias: quatro do Batman, duas do Superman, um épico com a Liga da Justiça e Watchmen, que traz personagens próprios.

1. Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons

Em 1985, numa versão alternativa dos Estados Unidos, os mascarados estão proibidos por lei e o país vive à beira de uma guerra nuclear com a União Soviética. O assassinato do Comediante, um ex-herói a serviço do governo, leva o vigilante Rorschach a investigar uma possível conspiração contra antigos membros do grupo.

O que torna Watchmen diferente é a pergunta que move a história: como seriam pessoas comuns vestindo uniforme e fazendo justiça com as próprias mãos? Os heróis são inseguros, violentos, frustrados ou indiferentes, e o único com superpoderes de verdade, o Doutor Manhattan, vai perdendo a conexão com a humanidade. Cada capítulo termina com textos extras, como trechos de livros e documentos, que aprofundam o mundo da história.

Foi a única HQ incluída na lista dos 100 melhores romances em língua inglesa da revista Time. É uma leitura densa, com estrutura que recompensa a releitura, e não é indicada para quem busca ação direta.

Esta é a edição DC de Bolso da Panini, em capa comum e com 416 páginas, que traz a história completa num formato menor e mais barato que as edições de luxo.

Vale a pena para: leitores adultos que querem entender por que os quadrinhos passaram a ser tratados como literatura.

Capa da HQ Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons, edição DC de Bolso

Watchmen

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2. Batman: O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller

Bruce Wayne tem 55 anos e está aposentado há uma década. Gotham afundou numa onda de violência comandada por uma gangue chamada Mutantes, e o velho Batman decide voltar, mais brutal e menos paciente do que nunca. No caminho, reencontra o Duas-Caras e o Coringa e acaba em rota de colisão com o Superman, que agora trabalha para o governo.

Lançada em 1986, com arte-final de Klaus Janson e cores de Lynn Varley, a minissérie redefiniu o personagem: tirou o Batman do tom leve da série de TV dos anos 1960 e o transformou na figura sombria que o cinema adotaria depois. A narrativa é intercalada com telejornais e programas de debate que comentam as ações do herói, o que dá à história um tom político e satírico.

O traço de Miller é propositalmente duro e anguloso, e quem está acostumado ao desenho mais limpo dos quadrinhos atuais pode estranhar no início.

A edição DC de Bolso tem 200 páginas, em capa comum.

Vale a pena para: quem quer o Batman mais sombrio e uma história que discute poder, mídia e violência.

Capa da HQ Batman: O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, edição DC de Bolso

Batman: O Cavaleiro das Trevas

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3. Batman: Ano Um, de Frank Miller e David Mazzucchelli

Se a ideia é começar pelo Batman, este é o ponto de partida mais recomendado. Ano Um acompanha dois homens chegando a uma Gotham dominada pela corrupção: Bruce Wayne, que volta à cidade depois de anos de treinamento e ainda não sabe como combater o crime, e James Gordon, um tenente honesto transferido para uma polícia em que quase todos estão comprados.

A história é tanto do Gordon quanto do Batman, e mostra os erros do herói em suas primeiras noites, quando ainda se machuca e improvisa. A Mulher-Gato também aparece em sua primeira versão moderna. A arte de David Mazzucchelli é sóbria e cinematográfica, com cara de filme policial dos anos 1970.

É a HQ mais curta da lista, e por isso funciona bem como primeira leitura ou presente. O cinema bebeu bastante dela: Batman Begins, de 2005, usa muitos elementos desta origem.

A edição DC de Bolso tem 112 páginas, em capa comum.

Vale a pena para: quem nunca leu Batman e quer começar pela origem do herói, numa leitura curta e realista.

Capa da HQ Batman: Ano Um, de Frank Miller e David Mazzucchelli, edição DC de Bolso

Batman: Ano Um

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4. Batman: A Piada Mortal, de Alan Moore e Brian Bolland

A tese do Coringa nesta história é simples e perturbadora: basta um dia ruim para levar qualquer pessoa à loucura. Para provar isso, ele escolhe o comissário Gordon como cobaia, enquanto a HQ alterna o presente com uma possível origem do vilão, um comediante fracassado que tenta sustentar a esposa grávida.

Alan Moore escreve o Batman e o Coringa como dois lados da mesma moeda, ambos marcados por uma tragédia, e o final, ambíguo, é discutido pelos fãs até hoje. A arte detalhista de Brian Bolland é uma das mais copiadas da história do personagem, e várias versões do Coringa no cinema e nos games se inspiram nela.

É uma história curta e muito violenta, com uma cena de agressão contra Barbara Gordon que gerou críticas desde o lançamento. Não é indicada para leitores mais novos.

Esta edição da Panini, em capa comum e com 136 páginas, traz também uma segunda história do Coringa, assinada por Ed Brubaker.

Vale a pena para: fãs do Coringa e adultos que querem a história mais influente sobre o vilão.

Capa da HQ Batman: A Piada Mortal, de Alan Moore e Brian Bolland, com o Coringa na capa

Batman: A Piada Mortal

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5. Batman: Silêncio, de Jeph Loeb e Jim Lee

Um novo vilão, com o rosto coberto por bandagens, está manipulando os inimigos do Batman para destruí-lo. Coringa, Hera Venenosa, Charada, Arlequina, Espantalho e outros aparecem ao longo de uma investigação que leva o herói de Gotham a Metrópolis e mexe com o passado de Bruce Wayne.

Silêncio funciona quase como um passeio pelo universo do Batman: praticamente todos os personagens importantes aparecem, incluindo Robin, Asa Noturna e o Superman. O romance entre Batman e Mulher-Gato também tem peso grande na história, e o mistério sobre a identidade do vilão segura a leitura até o fim.

A arte de Jim Lee é o grande atrativo: dinâmica, detalhada e com cara de super-herói clássico. Por outro lado, é a HQ do Batman mais “pipoca” da lista, com menos profundidade que Ano Um ou O Cavaleiro das Trevas.

A edição DC de Bolso reúne a saga completa em 312 páginas, em capa comum.

Vale a pena para: quem quer uma história de mistério com vários vilões e o visual mais marcante do Batman moderno.

Capa da HQ Batman: Silêncio, de Jeph Loeb e Jim Lee, edição DC de Bolso

Batman: Silêncio

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6. Reino do Amanhã, de Mark Waid e Alex Ross

Num futuro próximo, os heróis clássicos se aposentaram e deram lugar a uma nova geração de mascarados violentos, que lutam entre si sem se importar com a população. Depois de uma tragédia, o Superman sai do exílio e reúne a velha Liga da Justiça, o que divide os heróis e coloca o mundo à beira de uma guerra.

A história é contada pelo ponto de vista de um pastor que testemunha os acontecimentos, o que dá à HQ um tom quase bíblico. O grande diferencial é a arte de Alex Ross, toda pintada à mão, com heróis que parecem pessoas reais. Cada página traz dezenas de personagens e referências escondidas para quem conhece o universo DC.

É uma boa escolha para quem já tem alguma familiaridade com os personagens da DC, porque parte da graça está em reconhecer versões futuras de heróis conhecidos.

A edição DC Pocket tem 216 páginas, em capa comum.

Vale a pena para: fãs da Liga da Justiça e de arte pintada que querem um épico sobre o papel dos heróis.

Capa da HQ Reino do Amanhã, de Mark Waid e Alex Ross, edição DC Pocket

Reino do Amanhã

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7. Superman: Entre a Foice e o Martelo, de Mark Millar

E se a nave do bebê Kal-El tivesse caído numa fazenda coletiva da União Soviética, e não no Kansas? Essa é a premissa desta história alternativa, em que o Superman cresce como símbolo do comunismo e se torna líder de uma superpotência, enquanto um cientista americano chamado Lex Luthor tenta detê-lo.

Mark Millar, o mesmo de O Velho Logan, usa a ideia para discutir poder e boas intenções: o que acontece quando alguém quase invencível decide que sabe o que é melhor para todos? Batman, Mulher-Maravilha e Lanterna Verde também ganham versões adaptadas a esse mundo, com desenhos de Dave Johnson e Kilian Plunkett.

Por ser uma história fora da cronologia oficial, não exige conhecimento prévio nenhum, e é uma das leituras mais rápidas da lista.

A edição DC de Bolso tem 152 páginas, em capa comum.

Vale a pena para: quem gosta de histórias do tipo “e se?” e quer uma leitura curta, com discussão política.

Capa da HQ Superman: Entre a Foice e o Martelo, de Mark Millar, edição DC de Bolso

Superman: Entre a Foice e o Martelo

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8. Grandes Astros Superman, de Grant Morrison e Frank Quitely

Durante uma missão de resgate perto do Sol, o Superman recebe uma dose letal de radiação, numa armadilha de Lex Luthor. Ele descobre que tem pouco tempo de vida e decide usá-lo para resolver pendências: contar a verdade para Lois Lane, deixar o mundo preparado para quando ele não estiver mais aqui e enfrentar uma série de desafios quase mitológicos.

É considerada por muitos leitores a melhor história do Superman já feita, justamente porque convence quem acha o herói perfeito demais. Em vez de diminuir o personagem, Grant Morrison mostra a bondade dele como sua maior força. Cada um dos 12 capítulos tem uma aventura quase independente, o que facilita a leitura em partes.

A série venceu mais de um prêmio Eisner, o principal dos quadrinhos americanos. O tom é mais otimista e colorido que o das outras HQs da DC nesta lista.

A edição da Panini reúne os 12 capítulos em capa dura, com 308 páginas.

Vale a pena para: quem quer gostar do Superman ou procura uma história de herói otimista, sem cinismo.

Capa da HQ Grandes Astros Superman, de Grant Morrison e Frank Quitely

Grandes Astros Superman

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HQs essenciais da Marvel

As histórias da Marvel costumam ser mais ligadas ao cotidiano dos heróis, com problemas pessoais tão grandes quanto as ameaças que eles enfrentam. São seis HQs, de clássicos do fim dos anos 1970 até o surgimento do Miles Morales, em 2011.

9. Demolidor: A Queda de Murdock, de Frank Miller e David Mazzucchelli

Karen Page, antigo amor de Matt Murdock, vende a identidade secreta do Demolidor em troca de drogas. A informação chega ao Rei do Crime, que decide destruir a vida de Matt aos poucos: tira o emprego, o dinheiro, a casa e a sanidade do herói antes de tentar matá-lo.

É a mesma dupla de Batman: Ano Um, e a história segue a mesma linha realista. A diferença é o tema: aqui o foco é a queda e o renascimento de um homem, com forte simbolismo religioso ligado à fé católica do personagem. É considerada a melhor história do Demolidor e uma das melhores da Marvel.

Boa parte do clima da série do Demolidor no streaming vem desta fase. Na parte final, a trama se aproxima mais do universo Marvel tradicional, com participação do Capitão América, o que alguns leitores acham menos interessante que o drama inicial.

A edição da Panini tem 216 páginas, em capa dura.

Vale a pena para: quem prefere dramas urbanos e pessoais a batalhas para salvar o mundo.

Capa da HQ Demolidor: A Queda de Murdock, de Frank Miller e David Mazzucchelli

Demolidor: A Queda de Murdock

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10. Wolverine: O Velho Logan, de Mark Millar e Steve McNiven

Cinquenta anos atrás, os vilões se uniram e venceram os heróis. Os Estados Unidos foram divididos entre eles, e Logan vive como um fazendeiro pacifista que jurou nunca mais usar as garras. Quando precisa de dinheiro para proteger a família, ele aceita atravessar o país ao lado de um Gavião Arqueiro velho e cego.

A história funciona como um faroeste de estrada num cenário pós-apocalíptico, com encontros que mostram o que restou do universo Marvel. O ritmo é rápido, a violência é intensa e o mistério sobre o que fez Logan desistir de lutar só é revelado no meio da história. O filme Logan, de 2017, se inspirou no tom e em ideias desta HQ.

Tem cenas bem sangrentas e não é recomendada para leitores mais novos.

Esta é a edição da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, em capa dura, com 238 páginas.

Vale a pena para: fãs do filme Logan e de histórias pós-apocalípticas com muita ação.

Capa da HQ Wolverine: O Velho Logan, de Mark Millar e Steve McNiven

Wolverine: O Velho Logan

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11. Desafio Infinito, de Jim Starlin

Thanos reúne as seis Joias do Infinito na Manopla e se torna praticamente um deus. Para impressionar a Morte, por quem é apaixonado, ele elimina metade da vida do universo com um estalar de dedos. Os heróis que sobraram, liderados por Adam Warlock, tentam detê-lo numa batalha que envolve a Terra e entidades cósmicas.

Quem viu Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato vai reconhecer a base da história, mas a HQ é bem diferente dos filmes: o Thanos dos quadrinhos é movido pela paixão e pela vaidade, e o conflito vai muito além da Terra. Os desenhos ficam a cargo de George Pérez e Ron Lim, com dezenas de heróis em cena ao mesmo tempo.

É uma típica saga cósmica dos anos 1990, com muitos personagens e diálogos longos. Quem não conhece nomes como Adam Warlock ou Surfista Prateado pode precisar de um pouco de paciência no começo.

A edição Marvel de Bolso tem 272 páginas, em capa comum.

Vale a pena para: fãs dos filmes dos Vingadores que querem conhecer a história original do Thanos.

Capa da HQ Desafio Infinito, de Jim Starlin, com Thanos e a Manopla do Infinito

Desafio Infinito

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12. Homem-Aranha: A Última Caçada de Kraven, de J.M. DeMatteis e Mike Zeck

Envelhecido e obcecado em provar que é superior ao Homem-Aranha, Kraven, o Caçador, coloca em prática seu plano final: derrotar o herói, enterrá-lo e assumir o lugar dele, vestindo o uniforme e combatendo o crime à sua maneira, com muito mais violência.

É uma das histórias mais sombrias do Homem-Aranha e tem pouco do humor típico do personagem. O roteiro mergulha na cabeça de Kraven e de Peter Parker, que vive o começo do casamento com Mary Jane, e trata de temas como obsessão, morte e identidade. O desfecho é um dos mais lembrados da história do herói.

Para quem só conhece o Homem-Aranha dos filmes, o tom pode surpreender. É uma ótima indicação justamente para mostrar que o personagem vai além das piadas e das aventuras juvenis.

A edição Marvel de Bolso tem 160 páginas, em capa comum.

Vale a pena para: quem quer um Homem-Aranha mais adulto e psicológico.

Capa da HQ Homem-Aranha: A Última Caçada de Kraven, edição Marvel de Bolso

Homem-Aranha: A Última Caçada de Kraven

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13. Homem de Ferro: O Demônio na Garrafa, de David Michelinie e Bob Layton

Tony Stark enfrenta problemas em todas as frentes: uma empresa rival tenta tomar a Stark Internacional, a armadura passa a falhar em momentos críticos e um incidente grave coloca o Homem de Ferro sob suspeita. No meio disso, Tony bebe cada vez mais, até perceber que o álcool virou o maior inimigo dele.

Publicada em 1979, a história foi uma das primeiras dos quadrinhos de super-heróis a tratar o alcoolismo de frente, sem transformar o problema num detalhe. O herói não vence o vício com um soco: a recuperação é lenta e depende de admitir a fraqueza. Os desenhos são de John Romita Jr., com arte-final de Bob Layton.

O estilo é bem anos 1970, com balões de texto mais longos e narração explicativa. Quem está acostumado a HQs modernas precisa se adaptar ao ritmo, mas a história continua atual.

A edição Marvel Essenciais tem 184 páginas, em capa dura.

Vale a pena para: fãs do Homem de Ferro que querem conhecer o lado mais humano e vulnerável de Tony Stark.

Capa da HQ Homem de Ferro: O Demônio na Garrafa, edição Marvel Essenciais

Homem de Ferro: O Demônio na Garrafa

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14. Ultimate Homem-Aranha: Quem é Miles Morales?, de Brian Michael Bendis e Sara Pichelli

Miles Morales é um adolescente do Brooklyn, filho de pai negro e mãe porto-riquenha, que acabou de entrar numa escola concorrida. Picado por uma aranha geneticamente modificada, ele ganha poderes parecidos com os do Homem-Aranha, além de habilidades próprias, como ficar invisível. Pouco depois, o Peter Parker do universo dele morre, e Miles precisa decidir se vai assumir o lugar do herói.

É a HQ mais recente e a mais acessível da lista para leitores jovens: a linguagem é atual, os dramas são de adolescente (escola, família, amigos) e a história não exige conhecer nada antes. O personagem ficou conhecido do grande público com a animação Homem-Aranha no Aranhaverso, de 2018.

Por ser o começo de uma série maior, termina abrindo caminho para as próximas histórias do personagem, sem a sensação de fechamento das outras HQs da lista.

A edição Marvel Essenciais é em capa dura.

Vale a pena para: adolescentes, fãs do Aranhaverso e quem quer começar a ler Marvel por um herói novo.

Capa da HQ Ultimate Homem-Aranha: Quem é Miles Morales?, edição Marvel Essenciais

Ultimate Homem-Aranha: Quem é Miles Morales?

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Veja também: Melhores Mangás Shonen

Qual escolher: comparações

Watchmen ou O Cavaleiro das Trevas?

As duas saíram em 1986 e mudaram o gênero ao mesmo tempo. Watchmen é mais longa, complexa e literária, com personagens próprios e uma estrutura que pede atenção. O Cavaleiro das Trevas é mais direta e cheia de ação, e funciona melhor para quem já gosta do Batman.

Para uma leitura densa e reflexiva, Moore e Gibbons. Para o Batman em sua versão mais icônica, Frank Miller.

Batman: Ano Um ou Silêncio?

Ano Um é curta, realista e focada na origem do herói e do comissário Gordon. Silêncio é longa, cheia de vilões e de ação, com o visual de super-herói clássico de Jim Lee.

Para começar pelo Batman, Ano Um. Para uma aventura com toda a galeria de vilões, Silêncio.

Grandes Astros Superman ou Entre a Foice e o Martelo?

Grandes Astros é o Superman clássico em sua melhor forma, otimista e emocionante. Entre a Foice e o Martelo é uma versão alternativa, mais curta e política, que funciona até para quem nunca leu o herói.

Para entender por que o Superman é admirado, Morrison e Quitely. Para uma leitura rápida e provocativa, Mark Millar.

A Última Caçada de Kraven ou Quem é Miles Morales?

As duas são do Homem-Aranha, mas com públicos bem diferentes. A Última Caçada de Kraven é sombria e psicológica, com Peter Parker adulto. Quem é Miles Morales? é leve, atual e voltada para quem está começando.

Para leitores adultos, Kraven. Para adolescentes e fãs do Aranhaverso, Miles Morales.

HQ, graphic novel e encadernado: qual a diferença?

HQ é o termo geral para qualquer história em quadrinhos, da revista de banca ao livro de luxo. Graphic novel é uma história em quadrinhos completa, publicada em formato de livro, com começo, meio e fim. Todas as indicações desta lista se encaixam nessa definição.

Muitas graphic novels famosas, como Watchmen e Batman: Silêncio, foram publicadas primeiro em capítulos mensais e só depois reunidas num volume. Esse formato é chamado de encadernado. Na prática, para o leitor, não muda nada: o livro traz a história inteira.

Já as revistas mensais vendidas em bancas trazem capítulos de séries em andamento. São mais baratas, mas não são o melhor caminho para quem está começando, porque a história continua no mês seguinte e depende de acontecimentos anteriores.

Qual edição comprar: bolso, Marvel Essenciais ou capa dura?

As linhas DC de Bolso e Marvel de Bolso, da Panini, são a forma mais econômica de ter essas histórias completas. São edições em capa comum e em formato menor, parecido com o de um livro, e a maior parte da lista foi escolhida nesse formato.

A linha Marvel Essenciais reúne histórias consideradas fundamentais da editora em capa dura, num formato intermediário entre o bolso e as edições de luxo. Já as edições definitivas e absolutas têm formato grande, papel especial e extras como esboços e roteiros, e são pensadas para colecionadores.

Para ler pela primeira vez, as edições de bolso resolvem bem. Para presentear ou colecionar, a capa dura dura mais na estante e tem melhor acabamento. O formato menor reduz um pouco o tamanho da arte, o que pesa mais em HQs muito detalhadas, como Reino do Amanhã.

Veja também: Black Friday de Livros

Por onde começar: uma ordem de leitura sugerida

Todas as HQs da lista podem ser lidas de forma independente, mas algumas sequências tornam a experiência melhor:

  • Batman: Ano Um, depois A Piada Mortal, Silêncio e, por último, O Cavaleiro das Trevas, que mostra o herói no fim da carreira.
  • Superman: Grandes Astros primeiro, para conhecer a versão clássica, e depois Entre a Foice e o Martelo, que brinca com ela.
  • Universo DC completo: Reino do Amanhã rende mais depois de algumas leituras com Batman e Superman.
  • Marvel: Quem é Miles Morales? ou Desafio Infinito para quem vem dos filmes; A Queda de Murdock, O Velho Logan e A Última Caçada de Kraven para quem quer histórias mais adultas.
  • Leitor adulto que nunca leu HQ: Watchmen mostra de uma vez o que o formato pode fazer.

HQs da lista que viraram filmes e animações

Boa parte destas histórias inspirou produções do cinema e da TV, o que ajuda quem chega aos quadrinhos depois de assistir a um filme:

  • Watchmen: virou filme em 2009 e ganhou uma série continuação na HBO em 2019.
  • O Cavaleiro das Trevas: adaptada em animação em duas partes e uma das bases de Batman vs Superman.
  • Ano Um: inspirou Batman Begins e ganhou animação própria.
  • A Piada Mortal, Silêncio, Grandes Astros Superman e Entre a Foice e o Martelo: todas ganharam filmes animados da DC.
  • O Velho Logan: serviu de inspiração para o filme Logan.
  • Desafio Infinito: base de Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato.
  • Quem é Miles Morales?: origem do herói de Homem-Aranha no Aranhaverso.

As adaptações mudam bastante coisa, principalmente nos finais. Ler a HQ depois do filme costuma trazer surpresas.

Qual a melhor HQ da Marvel e da DC?

Se for para escolher só uma, Watchmen é a mais importante e influente. Para o Batman, comece por Ano Um e siga para O Cavaleiro das Trevas. Para o Superman, Grandes Astros é a referência, e Reino do Amanhã fecha bem o lado da DC com o melhor da arte pintada.

Na Marvel, Desafio Infinito é a escolha natural para quem vem dos filmes, A Queda de Murdock e O Velho Logan são as mais fortes para adultos, e Quem é Miles Morales? é a melhor porta de entrada para leitores jovens.

Perguntas frequentes sobre HQs da Marvel e DC

Qual a melhor HQ para começar a ler quadrinhos de super-heróis?

Para adultos, Batman: Ano Um é a entrada mais fácil: é curta, tem história fechada e não exige conhecimento prévio. Para adolescentes, Quem é Miles Morales? é a mais acessível. E para quem quer entender de uma vez o que os quadrinhos podem fazer, Watchmen é a referência.

Preciso conhecer a cronologia para ler essas HQs?

Não. Todas as HQs da lista têm história completa. Algumas, como Watchmen e Entre a Foice e o Martelo, nem fazem parte da cronologia oficial. Conhecer os personagens ajuda a pegar referências em Reino do Amanhã e Desafio Infinito, mas não é obrigatório.

Qual a melhor HQ do Batman?

O Cavaleiro das Trevas e Ano Um, ambas de Frank Miller, são as mais citadas como as melhores do personagem. A Piada Mortal é a principal história sobre o Coringa, e Silêncio é a mais indicada para quem quer ação e vários vilões numa só aventura.

Qual HQ da Marvel ler depois de assistir aos filmes?

Desafio Infinito é a escolha mais natural, porque traz a versão original da história do Thanos e das Joias do Infinito. Para quem gostou de Logan, O Velho Logan. Para fãs do Aranhaverso, Quem é Miles Morales?.

Essas HQs são indicadas para adolescentes?

Depende do título. Quem é Miles Morales?, Grandes Astros Superman e Desafio Infinito funcionam bem para adolescentes. Já A Piada Mortal, Watchmen, O Velho Logan e A Queda de Murdock têm violência forte e temas adultos, e são mais indicadas para maiores de 16 ou 18 anos.

As edições DC de Bolso e Marvel de Bolso trazem a história completa?

Sim. As edições de bolso trazem a história inteira, só que em formato menor e capa comum, sem os extras das edições de luxo. Por isso costumam ser a forma mais econômica de ler os clássicos. A diferença está no acabamento e no tamanho da arte, não no conteúdo da história.

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