
Os clássicos da literatura brasileira mais gostosos de ler são Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado, O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo, e Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna: histórias envolventes, com humor, paixão e personagens que ficam na memória, longe da ideia de leitura obrigatória.
Esta lista reúne 12 clássicos para ler por prazer, sem as obras que costumam cair no vestibular. São romances, contos, crônicas e uma peça de teatro, de autores como Machado de Assis, Clarice Lispector, Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca. Em cada indicação você encontra o ano de publicação, o estilo do livro e para qual tipo de leitor ele funciona melhor.
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A melhor escolha depende do tipo de história que você gosta:
| Livro | Gênero | Melhor para |
|---|---|---|
| Gabriela, Cravo e Canela | Romance | Quem quer humor e romance |
| O Tempo e o Vento: O Continente | Saga histórica | Quem gosta de histórias longas |
| O Encontro Marcado | Romance de formação | Leitores jovens e saudosistas |
| As Meninas | Romance | Quem gosta de personagens femininas |
| Lavoura Arcaica | Romance curto | Quem aprecia prosa poética |
| Agosto | Romance policial | Fãs de suspense e história |
| Viva o Povo Brasileiro | Épico | Leitores com fôlego |
| 50 Contos de Machado de Assis | Contos | Redescobrir Machado |
| Felicidade Clandestina | Contos | Primeira leitura de Clarice |
| A Vida como Ela É… | Contos | Leitores adultos |
| 200 Crônicas Escolhidas | Crônicas | Leitura aos poucos |
| Auto da Compadecida | Teatro | Leitura rápida e divertida |
Sete romances de épocas e estilos bem diferentes: das sagas históricas de Erico Verissimo e João Ubaldo Ribeiro ao policial de Rubem Fonseca, passando pela sensualidade de Jorge Amado e pela intensidade de Raduan Nassar.
Ilhéus, 1925. A cidade vive o auge do cacau, os coronéis ainda mandam na política e os crimes de honra são resolvidos à bala. É nesse cenário que Nacib, dono de um bar, contrata como cozinheira Gabriela, uma retirante do sertão que chega à cidade sem nada e conquista todo mundo com sua comida e seu jeito livre.
O romance entre os dois corre em paralelo à disputa entre os velhos coronéis e um exportador que quer modernizar a cidade. Jorge Amado mistura humor, sensualidade e crítica social, e cria em Gabriela uma das personagens mais famosas da literatura brasileira: uma mulher que não aceita as regras de comportamento que a sociedade tenta impor a ela.
Publicado em 1958, o livro virou novela, filme com Marcello Mastroianni e Sônia Braga e foi traduzido para dezenas de idiomas. A leitura é fluida e divertida, e quem gostar pode seguir para Dona Flor e Seus Dois Maridos, do mesmo autor.
Publicado pela Companhia das Letras.
Vale a pena para: quem quer começar pelos clássicos brasileiros com uma história divertida, romântica e cheia de cor local.
Gabriela, Cravo e Canela
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O Tempo e o Vento é a saga mais famosa da literatura brasileira: três partes, publicadas entre 1949 e 1962, que contam 150 anos da história do Rio Grande do Sul por meio das famílias Terra e Cambará. O Continente é a primeira parte e a mais lida da trilogia.
A história começa em 1895, com o Sobrado da família cercado durante uma revolução, e volta no tempo para as Missões jesuíticas do século XVIII. A partir daí surgem personagens inesquecíveis, como Ana Terra, mulher que enfrenta a violência e a solidão da fronteira, e o Capitão Rodrigo Cambará, aventureiro que chega à pequena Santa Fé e muda o destino da família.
Erico escreve com prosa simples e ritmo de aventura, o que torna a leitura bem mais leve do que o tamanho sugere. Na edição atual, O Continente é dividido em dois volumes, e este é o primeiro. A saga já virou minissérie de TV e filme.
Publicado pela Companhia das Letras, este primeiro volume tem 416 páginas.
Vale a pena para: quem gosta de sagas familiares longas, com aventura, guerra e personagens fortes.
O Tempo e o Vento: O Continente
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Eduardo Marciano é um jovem de Belo Horizonte que sonha ser escritor. O livro acompanha sua vida da infância à idade adulta: as amizades intensas da juventude, a mudança para o Rio de Janeiro, a boemia intelectual, o casamento e a sensação de que a vida adulta não cumpriu o que prometia.
Publicado em 1956, foi o primeiro romance de Fernando Sabino e é considerado o romance de uma geração. Parte dos personagens e episódios foi inspirada na amizade entre Sabino e outros três escritores mineiros, Hélio Pellegrino, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Resende, que ficaram conhecidos como os quatro mineiros do Apocalipse.
Um dos trechos do livro, sobre o que fica de tudo o que se vive, circula até hoje na internet, muitas vezes atribuído por engano a Fernando Pessoa. É uma leitura que costuma marcar quem a faz entre os 20 e os 30 anos, mas que também emociona quem já passou dessa fase.
Publicado pela Record.
Vale a pena para: quem gosta de romances de formação e de histórias sobre amizade, juventude e escolhas de vida.
O Encontro Marcado
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São Paulo, 1973, auge da ditadura militar. Em um pensionato de freiras, três jovens muito diferentes dividem a rotina: Lorena, rica e romântica, que vive à espera de um amor; Lia, militante política envolvida com a resistência ao regime; e Ana Clara, bonita e marcada por uma infância pobre, que tenta escapar da própria história com as drogas.
Lygia Fagundes Telles alterna a voz das três, e o leitor passa a conhecer cada uma por dentro, com seus medos, desejos e contradições. O livro trata de sexo, drogas, amizade e repressão política com sensibilidade e sem didatismo, e foi corajoso por abordar temas como a tortura em plena ditadura.
Com 304 páginas, é um romance sobre amizade feminina que continua atual. Quem quiser conhecer mais da autora pode seguir para seus contos, considerados entre os melhores do país.
Publicado pela Companhia das Letras, tem 304 páginas.
Vale a pena para: quem gosta de histórias sobre amizade feminina e de romances que retratam uma época sem perder a força dos personagens.
André é o filho que foge de casa. Ele vive em uma família rural de origem libanesa, comandada por um pai que prega o trabalho, a ordem e a união à mesa. Quando o irmão mais velho vai buscá-lo em uma pensão do interior, André começa a contar por que precisou ir embora, e a história revela o avesso daquela família aparentemente perfeita.
O que torna o livro tão marcante é a linguagem: frases longas, ritmadas, quase poesia em prosa, que exigem atenção mas criam um efeito hipnótico. A narrativa trata de temas como desejo, tradição, liberdade e o peso da autoridade do pai, incluindo uma relação proibida dentro da família.
Publicado em 1975, foi recebido como um clássico instantâneo e virou filme em 2001. Raduan Nassar escreveu pouquíssimos livros e recebeu o Prêmio Camões, o mais importante da língua portuguesa. Com cerca de 200 páginas, é curto, mas pede uma leitura lenta.
Publicado pela Companhia das Letras.
Vale a pena para: leitores que apreciam prosa poética e histórias intensas, que deixam marca depois da última página.
Lavoura Arcaica
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Rio de Janeiro, agosto de 1954. O comissário Alberto Mattos, um policial honesto em meio a uma polícia corrupta, investiga o assassinato de um empresário em seu apartamento. Aos poucos, ele começa a suspeitar de ligações entre o crime e o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, adversário de Getúlio Vargas.
Rubem Fonseca mistura ficção e fatos históricos com ritmo de romance policial. Personagens reais, como o chefe da guarda pessoal de Getúlio, convivem com os fictícios, e a investigação avança enquanto o país caminha para a crise que termina no suicídio do presidente.
É um dos livros mais vendidos do autor e virou minissérie de TV. A leitura é rápida e cheia de tensão, e funciona tanto para quem gosta de suspense quanto para quem quer entender um dos momentos mais dramáticos da história do Brasil.
Publicado pela Nova Fronteira.
Vale a pena para: fãs de romance policial e de quem gosta de histórias que misturam ficção e fatos reais.
João Ubaldo Ribeiro costumava dizer que queria escrever um livro grande, e cumpriu: Viva o Povo Brasileiro atravessa mais de três séculos de história do Brasil a partir da ilha de Itaparica, na Bahia, alternando a vida das elites e a do povo, de senhores de engenho a escravizados, pescadores e revoltosos.
O livro desmonta a história oficial com muito humor e alguma magia: heróis da independência que não são tão heróis assim, almas que passam de uma geração para outra e personagens do povo que resistem enquanto os poderosos escrevem a versão dos fatos. A linguagem vai da erudição ao falar popular baiano.
É o livro mais longo da lista, com mais de 600 páginas, e exige fôlego. Em troca, é considerado um dos grandes romances brasileiros do século XX e uma das leituras mais completas sobre a formação do país.
Publicado pela Alfaguara.
Vale a pena para: leitores com fôlego que querem um épico divertido e crítico sobre a história do Brasil.
Viva o Povo Brasileiro
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Quatro livros de textos curtos, ideais para ler uma história por vez: o lado menos conhecido de Machado de Assis, a porta de entrada para Clarice Lispector, os contos ousados de Nelson Rodrigues e as crônicas de Rubem Braga.
Muita gente só conhece Machado de Assis pelos romances cobrados na escola, mas ele também foi um dos maiores contistas da língua portuguesa e ajudou a definir o conto moderno no Brasil. Esta seleção reúne 50 dos seus melhores contos, incluindo clássicos como A Cartomante e Missa do Galo.
A seleção, a introdução e as notas são de John Gledson, professor britânico e um dos maiores estudiosos da obra de Machado. As notas explicam referências da época e ajudam a entender o contexto do Rio de Janeiro do século XIX, sem atrapalhar a leitura.
Os contos mostram a ironia, o humor e a observação afiada da sociedade que tornaram Machado famoso, mas em histórias curtas, que podem ser lidas em minutos. Com 496 páginas, é um livro para ter na cabeceira e ir lendo aos poucos.
Publicado pela Companhia das Letras, tem 496 páginas.
Vale a pena para: quem quer redescobrir Machado de Assis por prazer, longe dos romances de escola.
50 Contos de Machado de Assis
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Clarice Lispector tem fama de autora difícil, e alguns de seus romances realmente exigem do leitor. Os contos de Felicidade Clandestina são a melhor porta de entrada: são 25 textos, muitos curtos, sobre infância, adolescência, família e as pequenas revelações do dia a dia.
O conto que dá nome ao livro fala de uma menina apaixonada por livros, que é torturada por uma colega que promete emprestar um livro e adia o empréstimo dia após dia. Outros textos, como Os Desastres de Sofia e Uma História de Tanto Amor, mostram a forma única de Clarice transformar situações simples em momentos de descoberta.
Publicado em 1971, o livro reúne contos escritos em épocas diferentes, alguns publicados originalmente como crônicas no Jornal do Brasil. Como os textos são independentes, dá para ler um por dia e voltar a eles depois.
Publicado pela Rocco, reúne 25 contos.
Vale a pena para: quem quer conhecer Clarice Lispector começando por textos curtos e acessíveis.
Felicidade Clandestina
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Durante dez anos, de 1951 a 1961, Nelson Rodrigues escreveu a coluna A Vida como Ela É… no jornal Última Hora, seis dias por semana. Cada texto era uma história curta sobre a vida da classe média e do subúrbio carioca: traições, ciúme, casamentos de fachada e tragédias familiares.
Os contos têm ritmo de folhetim e quase sempre terminam com uma reviravolta, muitas vezes trágica e irônica ao mesmo tempo. Nelson expõe a hipocrisia moral da sociedade com humor ácido, e algumas histórias, como A Dama do Lotação, ficaram célebres e viraram filme.
A coluna fez tanto sucesso que passou para o rádio, o cinema, o teatro e a televisão. Por tratar de sexo, adultério e violência de forma direta, é uma leitura para adultos. Existem várias coletâneas com esse título, e esta reúne os contos mais conhecidos.
Publicado pela Nova Fronteira.
Vale a pena para: leitores adultos que gostam de histórias curtas, ousadas e com finais surpreendentes.
A Vida como Ela É…
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Rubem Braga é o único escritor brasileiro que conquistou um lugar definitivo na literatura escrevendo apenas crônicas. Este livro reúne os seus melhores textos, publicados em jornais e revistas ao longo de décadas, e é um dos títulos mais vendidos do autor.
As crônicas captam flagrantes do cotidiano que ele próprio viveu ou testemunhou: amores, mulheres, a vida no Rio de Janeiro, a infância no Espírito Santo, passarinhos, borboletas, cajueiros e pescarias. A linguagem é simples e poética, e cada texto tem poucas páginas.
É o livro ideal para ler aos poucos, uma crônica antes de dormir ou no intervalo do dia. Também funciona muito bem para quem quer voltar a ter o hábito de leitura, porque cada texto é completo em si mesmo.
Publicado pela Record.
Vale a pena para: quem quer ler um pouco por dia, com textos curtos, leves e bem escritos.
200 Crônicas Escolhidas
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João Grilo e Chicó são dois nordestinos pobres que sobrevivem de esperteza no sertão da Paraíba. Entre golpes no padeiro, no padre e no bispo, um enterro de cachorro em latim e as histórias impossíveis de Chicó, a peça termina com um julgamento final em que os personagens enfrentam o diabo e pedem a intercessão de Nossa Senhora, a Compadecida.
Escrita em 1955, a peça recria episódios da literatura de cordel e mistura comédia popular com tradição religiosa. O crítico Sábato Magaldi a chamou de o texto mais popular do moderno teatro brasileiro, e ela projetou Suassuna em todo o país.
Muita gente conhece a história pela microssérie e pelo filme, e a continuação lançada no cinema levou milhões de pessoas às salas. Ler o texto original é rápido, porque a peça é curta, e revela piadas e falas que não entraram nas adaptações.
Publicado pela Nova Fronteira.
Vale a pena para: quem quer uma leitura rápida e engraçada, ou conhecer o texto original depois de ver o filme.
Auto da Compadecida
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Boa parte dos livros da lista ganhou adaptações para o cinema ou a TV, o que ajuda quem quer começar por uma história já conhecida:
Ler depois de assistir costuma ser uma boa experiência, porque os livros trazem detalhes, falas e personagens que ficaram de fora das adaptações.
A melhor forma de começar é pelos livros mais curtos e divertidos, e deixar os mais longos para depois. Uma sequência que funciona bem:
Lavoura Arcaica é curto, mas tem uma linguagem mais exigente, por isso funciona melhor quando o leitor já está acostumado a ler literatura.
O romance é a escolha para quem gosta de mergulhar em uma história por vários dias e acompanhar a transformação dos personagens. É o caso de Gabriela, Cravo e Canela, O Tempo e o Vento e Viva o Povo Brasileiro.
O conto é uma história completa em poucas páginas, com começo, meio e fim, e costuma terminar com uma revelação ou reviravolta. É ótimo para quem tem pouco tempo, como nos livros de Machado de Assis, Clarice Lispector e Nelson Rodrigues. Já a crônica é um texto mais livre, ligado ao cotidiano e ao olhar pessoal do autor, como nas de Rubem Braga, e é a forma mais leve de manter o hábito de leitura.
Os dois são romances populares, de leitura fluida e com personagens marcantes. Gabriela, Cravo e Canela se passa em uma única cidade e em um curto período, com foco no humor e no romance. O Tempo e o Vento é uma saga que atravessa gerações, com mais aventura, guerra e drama familiar.
Para uma leitura leve e divertida, Jorge Amado. Para uma história longa para acompanhar por semanas, Erico Verissimo.
Os dois retratam a juventude em uma época específica do Brasil. O Encontro Marcado acompanha um jovem escritor e suas amizades masculinas entre Belo Horizonte e o Rio, nos anos 1940 e 1950. As Meninas se passa em São Paulo nos anos 1970 e acompanha três jovens mulheres em plena ditadura.
Para uma reflexão sobre amadurecimento e escolhas, Sabino. Para amizade feminina e contexto político, Lygia Fagundes Telles.
Os dois reúnem contos de grandes autores. Machado é irônico e observa a sociedade de fora, com humor e crítica. Clarice é intimista e mergulha no que os personagens sentem por dentro.
Para histórias com enredo e reviravoltas, Machado. Para textos sensíveis e introspectivos, Clarice.
Para começar, Auto da Compadecida e Gabriela, Cravo e Canela são os mais divertidos e acessíveis. Para quem gosta de histórias longas, O Tempo e o Vento e Viva o Povo Brasileiro são os grandes épicos da lista. Agosto agrada aos fãs de suspense, e O Encontro Marcado e As Meninas a quem gosta de romances sobre juventude e amizade.
Para ler aos poucos, os contos de Machado de Assis, Clarice Lispector e Nelson Rodrigues e as crônicas de Rubem Braga são ótimas escolhas. E para quem quer uma experiência intensa em poucas páginas, Lavoura Arcaica fecha a lista.
Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, e Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado, são as entradas mais fáceis: os dois são divertidos, têm linguagem acessível e histórias que muita gente já conhece da TV ou do cinema. Para quem prefere textos curtos, os contos de Felicidade Clandestina e as crônicas de Rubem Braga também funcionam bem.
Não existe consenso, mas alguns títulos aparecem com frequência nessa discussão. Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, e Dom Casmurro, de Machado de Assis, são os mais citados. Fora do repertório escolar, O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo, e Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro, costumam ser lembrados como os grandes épicos do país.
Nem todos. Autores como Jorge Amado, Erico Verissimo, Fernando Sabino e Rubem Braga escreveram para o grande público e são fáceis de acompanhar. Os mais exigentes são aqueles com linguagem muito trabalhada, como Lavoura Arcaica, que pede uma leitura mais lenta, mas recompensa pela beleza do texto.
Auto da Compadecida e Lavoura Arcaica estão entre os mais curtos da lista e podem ser lidos em poucos dias. Felicidade Clandestina, com 25 contos, permite ler uma história por vez, assim como as crônicas de Rubem Braga e os contos de Nelson Rodrigues.
Sim. Muita gente só conhece Machado pelos romances cobrados na escola, mas os contos mostram o autor no seu melhor: histórias curtas, irônicas e cheias de surpresa. A seleção 50 Contos de Machado de Assis, organizada por John Gledson, é uma das formas mais agradáveis de redescobrir o autor.
A Vida como Ela É… trata de adultério, ciúme, desejo e tragédias familiares de forma direta, e por isso é mais indicado para leitores adultos. O tom é ao mesmo tempo dramático e irônico, com histórias curtas que lembram crônicas policiais de jornal.
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